Tempo firme e ausência de chuvas favorece o bom andamento dos trabalhos nas propriedades dos associados no Cerrado Mineiro

A colheita de café arábica evoluiu para 87% no Cerrado Mineiro até a última sexta-feira, 21 de agosto, ficando levemente atrasada em relação ao ano passado, quando a safra foi menor e 90% dos trabalhos haviam sido realizados nas propriedades dos associados à Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer).
Do volume colhido até o momento, cerca de 70% da produção já passou pelo processo de beneficiamento, com o rendimento médio se situando em 495 litros para cada saca de 60 kg beneficiada.
Segundo os técnicos de campo da Expocacer, o avanço dos trabalhos tem sido favorecido pela estabilidade do tempo, com predomínio de condições firmes e ausência de chuvas, permitindo maior continuidade das operações de colheita.
No tocante à qualidade, observou-se, na semana passada, a manutenção de um elevado percentual de catação nos cafés recebidos, comportamento que está diretamente associado ao avanço da colheita de chão. Como reflexo desse cenário, o percentual médio de catação voltou a apresentar elevação, superando 20% no período.
Para as próximas semanas, os técnicos da cooperativa orientam os produtores a terem atenção especial com a colheita, principalmente ao recolhimento do café de chão, que deve ser tratado como atividade prioritária neste momento.
“É importante aproveitar o período de tempo firme para avançar e, sempre que possível, concluir essa operação antes de um eventual retorno das chuvas, reduzindo os riscos de perdas de produção e de qualidade dos frutos que permanecem no solo”, explicam.
Eles completam que, por isso, é fundamental acompanhar as previsões meteorológicas e ficar atento à possibilidade de ocorrência de precipitações nas próximas semanas.
Nas áreas irrigadas, o momento também exige atenção redobrada ao manejo da irrigação, com o ajuste das lâminas de acordo com a evapotranspiração e as condições de cada área.
Este período do ano, conforme os técnicos da Expocacer, é marcado por elevada demanda hídrica, com altas taxas de evapotranspiração, tornando essencial o fornecimento adequado de água para manter o vigor das plantas, preservar o enfolhamento e proporcionar boas condições para o pegamento da próxima florada.
Além disso, eles completam que os produtores devem continuar atentos ao monitoramento e ao controle de pragas com potencial de causar desfolha, preservando a área foliar e as condições das plantas para o próximo ciclo produtivo.
CONDIÇÕES CLIMÁTICAS
O período mais recente foi marcado pela manutenção de um cenário predominantemente seco na área de atuação da Expocacer, no Cerrado Mineiro, não sendo registradas chuvas nos municípios acompanhados, o que reforça a condição de baixa disponibilidade hídrica observada nas últimas semanas.
Para os próximos dias, não são esperadas mudanças significativas no padrão meteorológico, não havendo previsão de precipitações até 25 de agosto. As temperaturas máximas devem variar entre 23°C e 32°C, enquanto as mínimas entre 15°C e 20°C, sendo observada uma elevação das temperaturas mínimas em alguns dias e uma tendência de redução das máximas até o dia 26.
SOBRE A EXPOCACER
Com faturamento aproximado de R$ 3 bilhões em 2025 e um quadro com mais de 800 produtores associados, a Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado projeta uma produção de 2,8 milhões de sacas de café arábica em sua região de abrangência em 2026.
Contando atualmente com 19,4 mil hectares de café certificados em cafeicultura regenerativa e 29 mil hectares conduzidos sob manejo regenerativo, a Expocacer se tornou a primeira cooperativa do mundo a conquistar a certificação em Agricultura Regenerativa da Regenagri®, concedida pela Control Union após auditoria independente.
A entidade também passou por recentes auditorias e validou seus processos e propriedades cooperadas junto à Rainforest Alliance. O avanço inclui a adequação aos padrões Sustainable Agriculture Standard (SAS) e Regenerative Agriculture Standard (RAS) da organização internacional, ampliando o alinhamento de sua cadeia produtiva às mais rigorosas exigências socioambientais do mercado global.
A Expocacer é, ainda, uma das seis cooperativas que compõem a governança da Região do Cerrado Mineiro, primeira Denominação de Origem para café no Brasil. Trata-se de uma Indicação Geográfica (IG) que abrange 55 municípios e conta com a participação direta de mais de 4.500 produtores, distribuídos em 250 mil hectares de área plantada, território demarcado para a produção de um café com características únicas, que não podem ser encontradas em nenhum outro lugar.